Aos 10 anos, Bitcoin é destaque na imprensa do Brasil.

Metallic Bitcoin symbol over financial chart. Horizontal composition with selective focus and copy space.

Nesta quarta-feira, 31 de outubro, o Bitcoin alcança a marca de 10 anos de existência. E às vésperas dessa data, a imprensa brasileira repercute o assunto.

O Jornal Folha de S.Paulo relembrou que, em uma década, o Bitcoin esteve nas manchetes quando os preços subiram e quando caíram.

No fim de 2017, houve a maior alta até hoje, chegando a US$ 19.783 (R$ 71.935) em 17 de dezembro.

De lá para cá, seu preço caiu mais de 68%, para US$ 6.287 (R$ 22.860) registrado ontem (segunda-feira, 29 de outubro).

Em agosto, a SEC (Securities and Exchange Commission), a Comissão de valores Mobiliários dos EUA, rejeitou nove propostas para fundos negociados em bolsa de valores, exclusivos de bitcoin, os chamados ETF’s.

Uma possível aprovação de um ETF poderia impulsionar o mercado e dar mais segurança aos investidores institucionais.

A Revista Isto É Dinheiro publicou reportagem que mostra as características que fizeram do Bitcoin algo tão supreendente.

O bitcoin é a maior Criptomoeda em valor de mercado. Ele não tem autoridade central, fronteiras ou criador conhecido. E, por isso, o bitcoin não se encaixa nos padrões tradicionais dos legisladores e está sujeito, como acontece nos Estados Unidos, a uma colcha de retalhos de regulamentações, afirma a revista.

O Jornal do Brasil relembrou a história do Bitcoin, que nasceu em 31 de outubro de 2008, com uma intenção claramente política, ao ser a primeira moeda digital descentralizada.

A revista diz que, dez anos depois, o Bitcoin alimenta um complexo ecossistema, mas continua sem convencer nas altas esferas econômicas.

E questiona se, ao nascer para escapar do sistema financeiro tradicional, o bitcoin finalmente conseguirá se integrar por meio dos grandes bancos.

Já a Revista IstoÉ levanta a questão sobre o Bitcoin ser uma oportunidade fantástica de negócios. E afirma que o futuro dele continua incerto, o que não impede especulações.

A Revista fala que, em meio ao imbróglio, sobre a regulamentação do Bitcoin e outras criptomoedas, grandes bancos de Wall Street já estão envolvidos no negócio. O Goldman Sachs oferece desde maio serviços de agentes de compensação, sem ainda propor seus próprios produtos ligados ao bitcoin.

A reportagem lembra que outras empresas foram mais longe, como o Fidelity Investment, um dos maiores gestores de ativos do mundo, que lançou na semana passada serviços de corretagem de bitcoin e depósitos reservados para alguns investidores “sofisticados”, como fundos hedge.

Vale ressaltar que a ICE, que administra a Bolsa de Valores de Nova York, deve lançar a plataforma Bakkt – dedicada aos ativos digitais – em novembro.

Apesar das expectativas sobre as regulamentações em torno do Bitcoin, a certeza é que, só por atrair tanta atenção e ganhar destaque em algumas das principais publicações do país, o criptoativo já demonstra sua força e capacidade de estar entre nós.

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