Autoridades dos EUA apreendem mais de US$ 20 milhões em criptoativos após operação policial na Darknet.

Autoridades dos EUA apreenderam mais de US$ 20 milhões em criptomoedas após operações na Darknet (local da internet, frequentado por um grupo anônimo, que permite compartilhar todo tipo de conteúdo. Não confundir com DeepWeb, embora também ocorram indícios de crimes por lá).

A ação envolveu várias forças policiais, incluindo a Homeland Security Investigations (HSI), o Serviço Secreto e o Serviço de Inspeção Postal. A investigação foi liderada pelos agentes especiais da HSI que se apresentavam dispostos a fazer a lavagem de dinheiro no mercado negro, negociando criptomoedas. E a Seção de Recuperação de Ativos e de Riscos do Departamento de Justiça levou à prisão de mais de 35 fornecedores.

“O Serviço Secreto tem orgulho de trabalhar com nossos parceiros de segurança pública para ajudar a combater uma das maiores ameaças à infraestrutura financeira dos EUA, lavagem de dinheiro com moeda digital”, disse o diretor adjunto do Serviço Secreto norte-americano, Kenneth Jenkins . “O Serviço Secreto continua a se adaptar junto com esses criminosos virtuais para manter nosso nível de sucesso em detê-los.”

Além das prisões dos fornecedores, as autoridades conseguiram apreender bens no valor de mais de US$ 23,6 milhões em um mês com mais de 100 ações de fiscalização. Entre os itens apreendidos estão drogas como ópio líquido sintético, MDMA, cocaína, LSD, maconha e cogumelos psicodélicos. As autoridades também apreenderam mais de 100 armas de fogo, incluindo revólveres, rifles de assalto e um lançador de granadas; cinco veículos; mais de US$ 3,6 milhões em barras de ouro; quase 2.000 bitcoins e outras criptomoedas, com um valor aproximado de US$ 20 milhões, além de equipamentos para mineração de Bitcoin.

“A Darknet está sempre mudando, tornando mais complicada a localização e a segmentação de pessoas que vendem itens ilícitos nessa plataforma. Mas neste caso, os agentes especiais da HSI foram capazes de caminhar entre os que estão no submundo cibernético para encontrar os fornecedores que vendem drogas altamente viciantes”, disse Derek Benner, diretor adjunto executivo da HSI. Ele disse, ainda, que “a HSI se infiltrou na Darknet e, junto com seus parceiros em todo o país, provou, mais uma vez, que todo criminoso está ao alcance da lei. ”

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