Blockchain e Governança. O novo “X” da questão.

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A concept showing a network of interconnected blocks of data depicting a cryptocurrency blockchain data on a dark background - 3D render

Um estudo recente da empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers (PwC), divulgado pelo site Bitcoin Magazine, com 600 executivos de tecnologia, de 15 países, revelou que 84% deles confirmam que “suas organizações têm pelo menos algum envolvimento com a tecnologia blockchain”.

O estudo mostra que, destes, 64% relatam “ter um projeto blockchain em andamento”, enquanto outros 34% indicam que seus projetos estão apenas na fase de pesquisa ou de desenvolvimento teórico. Para aquelas empresas que não fizeram muito progresso, a falta de conhecimento para começar e a falta de governança foram citados como os principais obstáculos ​​ao desenvolvimento.

Governança corporativa é o conjunto de processos, costumes, políticas, leis e regulamentos que determinam a maneira como uma companhia é dirigida, administrada ou controlada.

A Blockchain tem alterado ou, pelo menos, servido para questionar os métodos de governança das empresas.

Um artigo do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS), que estuda o impacto e o futuro da tecnologia no Brasil e no mundo, publicado por Roxana Radu e Gabriel Aleixo, questiona “como gerenciar arranjos complexos de governança a partir de sistemas que não dependam de intermediários para tornar o processo mais confiável?”

A Blockchain é uma tecnologia que tem o objetivo de descentralizar dados como medida de segurança. Informações são registradas na plataforma, que consiste em uma “cadeia de blocos” (daí o nome em inglês) interligados, para garantir a confiabilidade e a imutabilidade dos dados.

Essa base de dados (ou de blocos) cresce continuamente, protegida de manipulações ou revisões. Tudo fica registrado nela.

A blockchain é um registro público, um livro de contabilidade distribuído, que faz com que duas pessoas possam realizar transações, sem precisar de um terceiro para validar, como uma autoridade financeira.

Como Radu e Aleixo explicam, “a arquitetura de uma blockchain é baseada na manutenção do consenso, geralmente através de algoritmos responsáveis por ‘provas de trabalho’ (o que significa resolver um problema para, então, poder adicionar informação a essa base de dados), verificação (essas informações têm sua validade auditada a partir da data e hora em que foram lançadas à rede) e criptografia (esse processo é baseado em funções criptográficas, assegurando um passo importante do sistema: as informações, bem como sua autenticidade e autoria, são de fácil verificação, mas é praticamente impossível fraudá-las)”.

Se até hoje, quem sempre teve a função de organizar e centralizar informações foram entidades como bancos, cartórios e governos, a blockchain chegou para resolver esse problema, ao gerenciar e manter consenso sobre diversos dados em uma única rede descentralizada.

Porém, o método deste gerenciamento de dados nas empresas e órgãos públicos ainda está sendo estudado. O que se sabe, com certeza, é que a tecnologia Blockchain vai, sem dúvida, otimizar tempo, agilizar tarefas e reduzir custos dos processos, além de tornar todas as ações transparentes.

 

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