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Corretoras de criptomoedas se juntam para combater lavagem de dinheiro.

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coreia do sul

Quatro grandes corretoras de criptomoedas se juntaram para combater a lavagem de dinheiro na Coreia do Sul, segundo fontes relataram à agência de notícias local The Korea Herald.

Citando um relatório da agência de notícias sul-coreana Yonhap, as informações apontam que Bithumb, Upbit, Korbit e Coinone estabeleceram uma linha direta onde os usuários podem compartilhar informações sobre qualquer negociação incomum ou pagamentos que possam estar relacionados a crimes, como esquemas de pirâmide.

De acordo com um representante não identificado de uma das empresas, as corretoras serão capazes de verificar instantaneamente quaisquer transações suspeitas e bloquear imediatamente as contas relacionadas.

No início de janeiro, a agência Cointelegraph informou que sete das 21 corretoras de criptomoedas locais receberam aprovação do governo sul-coreano após uma auditoria de segurança.

Durante a auditoria – que ocorreu entre setembro e dezembro de 2018 – Bithumb, Coinone e Korbit, juntamente com outras quatro grandes corretoras, satisfizeram os investigadores sobre suas medidas de segurança. No entanto, a maioria das empresas inspecionadas foram expostas a ataques.

A Bithumb, que atualmente é a segunda maior corretora do mundo em volume reportado, foi recentemente acusada de falsificar seus volumes de negociação desde meados de 2018, após um corte de US$ 30 milhões em junho. De acordo com as autoridades, a empresa teria lavado dinheiro e demonstrou picos de atividade estranhos, o que pode ser um sinal de manipulação de negociações. No entanto, a Bithumb negou todas as alegações, segundo o Cointelegraph.

A Upbit também foi acusada de inflacionar de maneira falsa seus números sobre volume de negócios em três ocasiões, entre outubro de 2017 e dezembro de 2018. Apesar da investigação jurídica em andamento, a corretora também nega todas as acusações.

No país vizinho, Japão, 16 empresas de criptomoedas locais também formaram um órgão de autorregulamentação, apelidado de Associação Japonesa de Câmbio Virtual (JVCEA). A medida foi tomada depois de um grande hack que envolveu US$ 534 milhões da Coincheck, corretora cripto do Japão. Em outubro, o JVCEA obteve aprovação da Agência de Serviços Financeiros do Japão para supervisionar o setor cripto.

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