ETF de Bitcoin é assunto da Procuradoria de NY.

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Holding a bitcoin digital currency with laptop in background.

Um novo relatório elaborado pela Procuradoria Geral de Nova York (OAG) alega que um número significativo de corretoras de criptomoedas pode ser vulnerável à manipulação de mercado, uma descoberta que poderia ameaçar as esperanças entre os investidores, que aguardam aprovação de um ETF de bitcoin por parte dos reguladores federais.

[ETF é a sigla em inglês para Exchange Traded Funds, que são quaisquer fundos (mútuo, hedge, etc) comercializados como ações em bolsa de valores. No caso de um ETF exclusivo de Bitcoin, ainda não existe].

O Bitcoin, de acordo com o presidente da SEC (Comissão de Valores Mobiliários) dos EUA, Jay Clayton, não é uma garantia sob a lei federal. No entanto, um fundo listado em bolsa que ofereça aos investidores exposição ao bitcoin seria uma garantia, e é por isso que a aprovação desses produtos está sob a análise da SEC.

Enquanto várias empresas têm solicitado ETFs de bitcoin, tentando criar um fundo cujas ações seriam apoiadas pelo BTC físico, o sentimento entre a maioria dos analistas é de que o primeiro ETF de uma criptomoeda a receber um sinal verde da SEC será aquele que detiver contratos futuros de bitcoin, que já são regulados pela Commodity Futures Trading Commission (CFTC).

Atualmente, os Futuros de bitcoin estão disponíveis em duas bolsas de valores regulamentadas dos EUA – CME e CBOE, ambas com sede em Chicago. A CBOE foi a primeira a comercializar seu produto de criptomoeda, embora a CME tenha um volume diário médio de negociação muito maior e baseie seus dados de precificação em uma ampla gama de mercados de negociação à vista.

É aí que entra o relatório do OAG. O documento é o resultado de cinco meses de investigação sobre as operações de 13 corretoras de criptomoedas. Entre outras coisas, o OAG examinou se as empresas, na sua opinião, combatem adequadamente a manipulação do mercado.

Como observado por Matt Leising, da Bloomberg, três dessas corretoras de criptomoedas que fornecem dados de preços para contratos futuros da CME tinham políticas que o OAG sinalizava como problemáticas.

Uma delas, Kraken, incorreu na ira do OAG por desrespeitar publicamente a investigação do estado. O CEO Jesse Powell argumentou que a manipulação do mercado “não importa para os traders de criptos”. O relatório disse que duas outras empresas, Bitstamp e itBit, não têm políticas formais em vigor para evitar a manipulação do mercado.

Já os dados de preços do CBOE vêm exclusivamente da Gemini, que fez uma parceria com a Nasdaq para usar as ferramentas de vigilância de mercado da gigante da bolsa de valores em sua plataforma.

No entanto, isso não significa necessariamente que um ETF bitcoin baseado nos futuros da CBOE teria maior probabilidade de obter a aprovação da SEC, porque, mesmo que não houvesse manipulação na própria corretora Gemini, seus preços de mercado seriam, no entanto, afetados por transações que as autoridades consideram ilegais, como atividades de negociação que ocorrem em outras partes do mercado spot global.

“A indústria ainda precisa implementar sérias capacidades de vigilância de mercado, semelhantes às dos locais de negociação tradicionais, para detectar e punir atividades comerciais suspeitas. Uma plataforma não pode tomar medidas para proteger os clientes de manipulações de mercado e outros abusos, se não estiver ciente dessas práticas em primeiro lugar. Várias plataformas também disseram ao OAG que era impossível vigiar efetivamente a atividade manipuladora que ocorre em mais de uma plataforma, e assim qualquer plataforma de negociação é necessariamente limitada nas medidas que podem ser tomadas para policiar a atividade abusiva.”

Fonte: CCN
https://www.ccn.com/ny-crypto-exchange-report-bearish-for-bitcoin-etf-plans/

 

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