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Japão penaliza corretoras de criptomoedas e confirma envolvimento da Yakuza.

O órgão regulador japonês, a Agência de Serviços Financeiros, emitiu ordens de melhoria nos negócios para seis das 16 empresas neste seguimento totalmente licenciadas do país, incluindo Bitflyer, Quoine e Tech Bureau. A agência confirmou ao site bitcoin.com que pelo menos uma das seis empresas tem algum tipo de envolvimento com a Yakuza, uma organização criminosa.

Atendendo à ordem de melhoria, a Bitflyer suspendeu novos registros de contas. A agência disse que depois de uma inspeção, “não foi estabelecido um sistema de gestão eficaz para garantir a operação adequada e confiável dos negócios, bem como medidas para evitar a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo.” Até 23 de Julho, a corretora deve apresentar um relatório por escrito à agência, que disse ainda que outras cinco corretoras de criptomoedas receberam ordens semelhantes.

A Bitflyer, maior empresa de compra e venda de criptoativos do Japão em volume de negócios, pediu desculpas aos seus clientes pelo ocorrido e disse que elaborou planos para cumprir junto com a agência:
“Com o objetivo de construir prontamente um sistema de gerenciamento de identidade adequado para nossos clientes, decidimos verificar novamente o status da aprovação. E se, por algum motivo, forem confirmados defeitos e deficiências nas informações de registro de um cliente, será necessário reimplementar o processo de confirmação da pessoa. Portanto, em alguns casos, solicitamos aos visitantes que reapresentem seus documentos de confirmação de identidade e pedimos desculpas por qualquer inconveniente.”

Envolvimento do Crime Organizado
Em uma entrevista para um repórter da News.Bitcoin.com em Tóquio, a FSA (Agência de Serviços Financeiros) confirmou que pelo menos uma das seis corretoras de criptomoedas já citadas foi flagrada com algum tipo de envolvimento com o crime organizado, particularmente com a Yakuza. Sem citar quais seriam as agências envolvidas, um porta-voz da agência disse aos repórteres: “A FSA descobriu que algumas empresas não têm um banco de dados atualizado para a triagem de indivíduos que se inscrevem… Recomendamos fortemente que essas empresas eliminem todos os vínculos com grupos anti-sociais [grupos do crime organizado].

Como a indústria de criptomoedas está crescendo no Japão, a FSA apontou a necessidade das corretoras trabalharem juntas com as autoridades locais para criarem um ambiente cada vez mais seguro, com sistemas de monitoramento adequados, incluindo identificação de usuários.

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