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Por que a maioria dos tokens é criado em Ethereum?

A rede Ethereum foi idealizada, em 2014, como base para as mais diversas aplicações da tecnologia blockchain, como a criação de tokens. Focada em fornecer flexibilidade aos programas na plataforma, tem concentrado os esforços e recursos de um grupo muito variado de indivíduos e empresas, o que contribuiu para a formação de uma grande comunidade.

A preferência pelo Ethereum

Sendo assim, a criação de novos projetos no Ethereum é facilitada pela quantidade de materiais disponíveis na internet. Um desenvolvedor pode encontrá-los em milhares fóruns de discussão, blogs, repositórios, canais e outros meios de comunicação e saber que, caso surjam dúvidas, conseguirá saná-las na internet com alguma facilidade.

Também é sabido que, encabeçada pelo icônico Vitalik Buterin, há uma grande equipe de programadores e outras cientistas dedicada ao aprimoramento da arquitetura da rede. As principais questões nesse quesito, como escalabilidade e centralização, são endereçadas por uma comunidade dispersa por todo o mundo. E é por isso que, apesar de só suportar 15 transações por segundo e ter ainda outras limitações técnicas, a plataforma continua sendo usada por cada vez mais aplicativos.

Mas não é só isso: por ser um dos criptoativos mais negociados do mercado, o Ether goza das vantagens de sua grande liquidez. Os demais tokens da plataforma, por sua vez, são suportados destarte por uma grande variedade de carteiras virtuais e outros aplicativos, o que facilita seu armazenamento e negociação. Também podem ser criados com facilidade e rapidez, se baseados em alguns dos muitos frameworks disponíveis, como ERC-20 e ERC-721, e são percebidos como mais “confiáveis” graças à grande aceitação desses padrões.

Há ainda um fenômeno, comum entre as economias de rede, que foi identificado e estudado por Robert Metcalfe, um dos precursores e principais teóricos da internet: sob certas condições, o valor de um ativo pode diferir muito do que preveriam os modelos baseados em escassez e custo de produção, se estiver submetido aos efeitos de rede.

A preferência pela melhor infraestrutura

É o caso de celulares e aparelhos conectáveis à internet, por exemplo, que tornam-se mais úteis à medida que aumenta o número de semelhantes com que se possam relacionar. E isso também ocorre com as plataformas blockchain, que têm por intuito promover a interação entre entes dispersos pelo mundo: o valor de uma rede aumenta mais que proporcionalmente com a chegada de um novo usuário, já que o acréscimo ao número de possíveis conexões é sempre maior do que um.

Com essa propriedade em mente, conseguimos inferir um efeito cíclico que tende a valorizar sobremedida as primeiras redes blockchain a atingirem o público: por terem já, ao surgimento das outras, uma boa base de usuários, tendem a ser mais valorizadas. E a apreciação do seu valor, por sua vez, estimula a construção de mais soluções na plataforma, que poderão atrair ainda mais adeptos.

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