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Missão brasileira nos EUA avalia regulamentação de criptomoedas.

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Representantes de várias empresas do setor de criptoeconomia do Brasil se reuniram ontem (13/12) em São Paulo. O grupo viajou nas últimas semanas com líderes da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto) para os EUA e, ontem, fizeram um balanço da missão. O Objetivo foi visitar várias empresas cripto. Os encontros serviram para descobrir bastidores e sentir a real situação da possível regulamentação das moedas digitais.

Os representantes brasileiros na viagem, presentes na reunião, lembraram que, segundo integrantes da Nasdaq (segundo maior bolsa de valores do mundo), com quem o grupo conversou, a instituição já conhece Blockchain desde 2013 e já estaria “pronta para virar a chave” [se adequar às criptomoedas], mas ela não será a primeira grande empresa a tomar essa atitude.

Ou seja, a própria Nasdaq está aguardando que grandes empresas de outros países criem coragem de regulamentar os criptoativos, segundo pensam os brasileiros. Só depois disso, os grandes players e reguladores norte-americanos poderiam fazer o mesmo. O INFOCHAIN publicou no fim de novembro que a Nasdaq, segunda maior bolsa de valores do mundo, estava cooperando com a Comissão de Negociação de Commodities e Futuros (CFTC), com o objetivo de receber aprovação regulamentar para trabalhar como um operador de mercado futuro de criptomoedas.

Pessimismo entre as players do Mercado.

Representantes da empresa Delta Strategy Group, com quem os brasileiros também conversaram, se mostraram pessimistas com a possibilidade do atual chairman da SEC regular o setor, pelo simples fato de que, se movimentar e se expor, não seria justificado no atual mercado cripto. Outro motivo, seria a preocupação com o financiamento do terrosismo, mais do que a lavagem de dinheiro. Os norte-americanos não querem ficar conhecidos como os primeiros a autorizarem as criptomoedas, com medo de que elas sejam usadas para fins ilícitos.

As fontes com quem os brasileiros conversaram disseram que, de certa forma os governos locais, nos EUA, querem abraçar as criptomoedas. “Mas quando a SEC chegou a disse ‘tudo é Security, até que eu reveja’, isso deixou todos sem ação”, disse Thomás Teixeira da PatchTokens. Ele comentou, ainda, sobre a mudança de postura dos legisladores norte-americanos em relação às criptomoedas: “A regra, até então [para aprovar qualquer regulamentação, como um ETF], era saber se havia evidências de manipulação. No caso do ETF de Bitcoin, ao invés de procurar evidências de manipulação, estão exigindo das empresas evidências de que não há manipulação. Essa virada de ter que provar que não tem manipulação é como dizer ‘vai tentando, vai tentando…’ “.

Soluções para a regulamentação.

Uma das soluções se daria quando o atual presidente da SEC saisse do cargo. E isso poderia demorar o tempo da legislatura do presidente da república norte-americano, Donald Trump, que está no segundo ano de mandato e que pode concorrer a uma reeleição. Outra solução seria continuar a estimular cada vez mais o mercado cripto e “botar pressão” sobre a SEC, de acordo com a opinião geral dos brasileiros.

Veja a seguir entrevista com o advogado Rodrigo Borges, integrante da missão brasileira aos EUA. Ele falou sobre regulamentação do setor e perspectivas para a aprovação de um ETF (fundo negociado em Bolsa) exclusivo de Bitcoin.

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