O primeiro grande case de blockchain na indústria da música

Artista traz uma interseção de inéditas proporções entre música e blockchain. Por meio de uma parceria com dois times britânicos, o da Blockpool e o da Audiocoin.

A cantora islandesa Björk, famosa por não apenas por seu experimentalismo musical de longa data, mas também pelo pioneirismo com o qual adotou novas tecnologias na carreira, é mais uma vez destaque.

Agora, o que ela traz é uma interseção de inéditas proporções entre música e blockchain. Por meio de uma parceria com dois times britânicos, o da Blockpool e o da Audiocoin, a artista criou um sistema inédito de recompensas baseadas em interações com sua mais recente obra.

O novo álbum da cantora se chama Utopia e estará disponível para compra em múltiplas plataformas. As coisas começam a ficar diferentes quando se trata dos canais oficiais de distribuição de Björk, como o de seu selo One Little Indian. Nele, o álbum poderá ser comprado por diversas criptomoedas, como Bitcoin e Litecoin, e quem o adquirir por lá ganha recompensas na forma de uma moeda digital específica: a Audiocoin.

O time da Blockpool ficou responsável pela construção de uma integração para pagamentos com criptomoedas que pode ser facilmente agregada a inúmeras ferramentas para processamento de compras, como os tradicionais Magento e Shopify.

Além disso, o pagamento em bitcoins, por exemplo, já está diretamente vinculado a um sistema inteligente que assegura ao comprador créditos a serem resgatados na forma de criptomoeda.

O sistema de recompensas não se limita às 100 Audiocoins que o comprador do álbum ganha direito de resgatar ao finalizar sua compra.

Diferentes formas de interação com a cantora também renderão dinheiro na forma de criptomoedas, como ir a um show ou trocar reações com ela em redes sociais.

Espera-se que, em breve, outras formas de se conectar à artista sejam anunciadas e incluam a distribuição de mais Audiocoins.

Com base na ambição do projeto, o qual tem em Björk seu maior case na atualidade, mas é voltado à indústria da música como um todo, essa ação deve servir de faísca para uma tendência muito mais ampla.

Isso porque projetos como esse e outros pretendem redefinir por completo a forma como músicos e fãs interagem. As criptomoedas, especialmente quando vinculadas a regras de negócio e distribuição de royalties formalizadas como smart contracts em uma blockchain, podem automatizar e descentralizar processos da indústria da música até então pouco transparentes ou inconsistentes.

Um token de valor em blockchain pode ser facilmente transferido entre as partes devidas periodicamente, sempre que um dado número de “plays” em canções do artista numa plataforma de streaming, por exemplo.

Caso seja crescente a adoção de criptomoedas como forma de se pagar por serviços como os de streaming, por exemplo, parte significativa dos processos de distribuição de valores poderá ser inteiramente automatizada e com a total transparência e segurança da tecnologia blockchain.

Isso pode até parecer distante hoje, no entanto, a própria concepção desse projeto capitaneado pela Björk envolve também a promoção de uma assimilação mais simples de criptomoedas pelo usuário leigo.

Todo o cuidado foi tomado para que as recompensas em Audiocoins sejam de fácil acesso, com carteiras da moeda criadas automaticamente e com uma interface simples para os novatos.

O próprio fundador da Blockpool, Kevin Bacon, disse recentemente que não vê uma panaceia no potencial de blockchain para a indústria da música, já que parte do que se discute ainda é especulação.

Entretanto, ele também reafirmou de forma categórica que algumas pessoas farão coisas realmente boas unindo blockchain e música e que nesse sentido, sendo Björk uma grande líder, ela e seu experimento podem verdadeiramente definir o que pode será feito em mais larga escala por toda a indústria nos próximos anos.

 

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