Serviço Secreto dos EUA pede ajuda ao Congresso para impedir o uso ilícito de moedas digitais.

O vice-diretor assistente do Escritório de Investigações do Serviço Secreto dos EUA, Robert Novy, falou diante da Subcomissão de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados sobre Terrorismo e Finança Ilícita.

Novy explicou que sua agência está preocupada com o uso de criptomoedas “em esquemas criminosos que prejudicam a integridade dos sistemas financeiros e de pagamento, seu uso em casos de fraude e seu uso geral como meio de lavagem de dinheiro”.

Ele disse, ainda, que “Enquanto algumas moedas digitais operam legalmente, outras têm sido amplamente utilizadas para atividades ilícitas”. E que “o crescente uso ilícito delas ameaça minar a eficácia das leis e regulamentações dos EUA, especialmente aquelas destinadas a limitar a capacidade dos criminosos de lucrar com suas atividades ilícitas.”

Novy pediu “ajuda ao Congresso na prevenção à algumas criptomoedas, que fornecem aos usuários recursos aprimorados de privacidade e anonimato, que poderiam ser usadas para fins ilícitos”, segundo a Revista Forbes.

Referindo-se à “natureza global da Internet e das comunicações modernas”, Novy afirmou que “as moedas digitais acabam sendo particularmente adequadas para apoiar crimes que são de natureza transnacional”.

Segundo a Revista Forbes, Greg Nevano, funcionário da divisão de investigações da Imigração e Alfândega, concordou com Novy. Ele disse que essas novas criptomoedas, que usam uma espécie de anonimato aprimorado, podem servir para uso ilícito, acrescentando que “é mais difícil rastrear o movimento de lucros ilícitos usando esses novos padrões de anonimato”.

Novy sugeriu ainda que a aplicação da lei deve adaptar as “ferramentas e técnicas investigativas de sua agência para desmantelar grupos criminosos, que usam esses instrumentos para atividades fraudulentas ou lavagem de dinheiro”.

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