Vazamento na Atlas levanta questões sobre segurança cibernética.

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3D illustration Fingerprint scan provides security access with biometrics identification. Concept Fingerprint protection. Finger print with binary code. Concept of digital security.

O vazamento de dados pessoais dos clientes da corretora Atlas Quantum, no fim de semana, levantou dúvidas e questionamentos sobre a segurança e proteção das informações.

Em abril deste ano, a SEC (Comissão de valores Mobiliários dos EUA) multou a Altaba, (empresa anunciada como herdeira de parte dos negócios do Yahoo!, após a venda para o grupo Verizon), em US$ 35 milhões, por um ataque hacker que ocorreu em 2014.

O Yahoo, na época, descobriu o vazamento de dados de 500 milhões de usuários ainda naquele ano, mas só informou o ocorrido ao mercado em setembro de 2016. Foi a primeira vez em que o regulador multou uma companhia por falhas em segurança cibernética.

Também em abril deste ano, reportagem do site Tec Mundo dizia que um vazamento de dados da Netshoes tinha prejudicado 2,5 milhões de clientes.

A notícia do vazamento das informações dos clientes da Netshoes teve início no final de 2017. Mas a reportagem revelava que, quase na metade de 2018, o caso ainda não tinha chegado ao fim.

O texto ainda lembrava que o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios tinha recomendado à Netshoes diversas ações para alertar clientes e a própria empresa reconheceu o caso ao governo dos Estados Unidos. Mas o tecmundo dizia ter recebido um novo documento com dados de 2,5 milhões de clientes da empresa.

Ainda segundo o site, os dados eram os mesmos encontrados em vazamentos anteriores: nome completo, número do CPF, número do telefone, valor gasto, data da última compra e data de nascimento.

As empresas envolvidas em todos os casos de vazamento dizem que os clientes foram alertados e que tomaram providências para acabar com o problema, por meio de auditorias e investigações.

Mas o que o consumidor pode fazer diante dessa situação?

Em casos mais graves, é possível procurar seus direitos, por meio de ações na justiça, que possam cobrar indenizações por danos sofridos, sejam eles materiais ou morais, além de restituição de valores.

Mas a principal orientação ao consumidor, para evitar dor de cabeça, é se prevenir. Antes de investir, conheça a empresa na qual você colocará seu dinheiro. Tenha certeza de que ela dispõe de mecanismos que garantam a segurança dos seus bens e dados. E para evitar roubo de informações em casa, instalar um anti-virus que faça a varredura de dispositivos mal-intencionados, é sempre o melhor caminho.

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